quinta-feira, 2 de setembro de 2010

KADU - MEU 1º HETERO PARTE 2

Olá gente!

O conto final do KADU está pronto!

Já re-postei a primeira parte aqui e agora coloco a segunda para dar continuidade aos contos que publiquei no site contoseroticos.com.br

Amanhã publico o final dessa estória... Peço desculpas pela demora... Mas acreditem! Sou um homem muito ocupado hehehe... Enquanto isso vamos relembrar...


Me chamo Gabriel (fictício) e há anos sou leitor assíduo do site, comecei a escrever minhas aventuras pra um fim terapêutico, posso dizer... Sou viciado em HETEROS! Sou paraense, branco de cabelos negros, olhos castanhos, 1,83m, não curto esportes, mas sou viciado em academia e assim mantenho meus 90 k bem distribuídos num corpo sem barriga, costas largas, braços fortes, pernas grossas e bunda larga e roliça.

Lógico que ainda estava bêbado. Não mais de bebidas e cigarros. Estava bêbado com a loucura de tudo que tinha acabado de acontecer. Sentados ali naquela padaria local, simples como a comida que oferecia, tomamos café da manhã. Fiquei observando o casal. Pareciam se amar de verdade. Um belo casal.
Kadu vocês já conhecem. Dela apenas o fato de lembrar a Claudia Leite. Então a chamarei assim. Claudia. A verdadeira vítima dessa estória toda. Ou não?

Uma fome avassaladora. Precisava recuperar minhas forças. Pra reverter o quadro já tinha comido dois completos (pão francês, queijo, presunto e ovo) e tava de olho nas tapioquinhas de manteiga e queijo. Comia com vontade, mas só faltei engasgar quando Kadu se levantou e reparei nas marcas em sua perna, barriga e braços. Marcas das pedrinhas, pedacinhos de madeira e areia que forraram nosso ninho. Passei o olho por meu corpo pra constatar o óbvio. Elas também estavam em mim, delatando-me, delatando-nos. Aquele braile não precisava de cego para ser decifrado. Fiquei muito nervoso. Que angústia. Achava que todos já tinham percebido e olhavam-me com reprovação. Destruindo um dos casais mais bonitos da ilha. Não pode! Comecei a me sentir mal. Típico de mim! Comer 3 barras de chocolate e depois me sentir a pessoa mais gorda e mais infeliz do mundo. Mas neste caso não teria dieta que fizesse efeito. O pecado da gula já tinha sido consumado! E eu havia adorado. Me lambuzado! Mas naquele momento tava morrendo de medo de ser descoberto. Desisti das tapioquinhas e comecei a me despedir da galera.

Kadu levou um susto e tentou impedir minha partida.

_Qual é rapaz ainda está cedo! Vamos tomar mais uma...

_ Não vai dar Fera... Fica pra uma próxima. O Jonas deve estar preocupado comigo.

_ Porra... Esquece o Jonas! Deixa ele pra lá!

Num tom meio agressivo deixando transparecer um precoce e equivocado ciúme. Olhei pra ele como que perguntando: Pirou?
Disfarcei rindo sem graça e fui me retirando sendo seguido por ele. Quando chegamos à porta nem o deixei falar.

_ Ei, ta ficando doido? Já vistes as marcas idênticas que temos pelo corpo? Quer que percebam? Você ta dando muita bandeira!

Ele, caindo na realidade, ficou sem graça e antes de voltar pra mesa me fez prometer que nunca contaria o ocorrido a alguém.

Cheguei à pousada e tive que acordar o Jonas pra poder entrar.

_ Pelo visto a noite foi boa né? Chegando às 9 da manhã.

_ Nossa. Já? Nem me dei conta!

Com uma cara cínica que só ele tem perguntou:

_ Onde você passou a noite toda... Aliás, com quem você passou a noite toda?

_ Com ninguém... Com todo mundo... Nada de especial!

_ Aham... sei. O Kadu fode bem ou não?

Não controlei uma gargalhada, mas desmenti:

_ Nada haver, ele tem namorada. Gente boa a Claudia!

_ Ta bom baby... Quando você quiser me contar o que já sei, me chama.

É foda! Não tinha como me esconder de alguém que me conhece tão bem, que me namorou por um ano. Mas tinha feito uma promessa.

_ Vamos dar um jeito nessas marcas e feridinhas pelo teu corpo.

Já me empurrando pro banho.
Renovado, ganhei massagem com um creme que ele dizia ser bom pra tudo. Tinha um cheiro gostoso de menta.

_ Obrigado Baby! Só você mesmo.

_ Só eu mesmo! Vou até guardar um pouco do creme pra Claudinha. O Kadu deve ter ficado horrível. Ele branquinho daquele jeito!

Ri sem graça e fiquei calado. Não contei, apesar de estar morrendo de vontade, me calei.
Não quis ir pra praia, pois precisava dormir. Fiquei sozinho com meus pensamentos. Pensamentos que tinham corpo e rosto. Adormeci. Fui despertado às 19h quando o povo voltava da praia. Ainda estava muito cansado e de ressaca. E não quis levantar pra jantar. Pedi que me trouxessem comida.
Passado quase 2 horas Jonas entra no quarto dizendo:

_ Olha quem achei lá embaixo! Quis vir te dar um Oi.

Abro os olhos e vejo Kadu sorrindo já vindo em minha direção.

_ Vamos lá rapaz! Vamos reagir que essa é a ultima noite.

Jonas nos deixa a sós. Ficamos nos olhando e o percebi meio sem graça.

_ Você não contou nada pro Jonas né?

_ Não. Mas acho que ele desconfia!

_ É, também acho, mas você tem que negar até o fim!

_ É o que to fazendo.

_ Não vais descer pra beber uma?

_ Não... Vamos viajar amanhã de manhã. Mesmo que eu não saiba dirigir tenho que me manter firme pra ser co-piloto do Jonas.

_ Hum...

_ A Claudia não reparou suas marcas?

_ Ela nem reparou.

Pensei só comigo: Impossível!

_ Vamos descer então. Ficas só fazendo presença.

_ Ok. Deixa só eu mandar ver nessa quentinha.

Devorei a comida e desci ainda acabado, mas confesso que a presença dele tinha recuperado um pouco minhas forças. Naquela noite ficamos batendo papo todos juntos e nos recolhemos cedo.
De manhã às 9h já estávamos fazendo a travessia pra Marudá, onde se encontrava o carro do Jonas. Fiquei ancioso para vê-lo, mas não o encontrei. Me despedi mais uma vez de Algodoal, prometendo voltar na semana santa.

Já na minha cidade, passei dias pensando naquela situação. Ridiculamente empolgado. Nunca tinha pensado em transar com um hetero. Ainda mais comer a bunda de um. Batia punheta toda vez que pensava. E resolvi que não podia ficar só no pensamento. Queria mais. Mas como se não tinha muitas informações sobre ele?
A luz se acendeu quando resolvi caçar o perfil dele no orkut do Jonas... Achei! Nossa, o filho da puta era bonito mesmo. E que cara de safado!

_ Fale rapaz! Add aí o seu mais novo melhor amigo!

Não... muito cafona escrever a frase que ele porre vivia falando...

_ Fale brother. Aceita aee...

Não... muito "boyzinho".

_ Fale gostoso... Vamos repetir a dose?

Era o que eu queria escrever... Mas achei um "cadinho" forte rsrsrss...

_ Fale fera! Muito bom conhecer vocês!

Hum... É... Vai isso mesmo! (Enviar)
Falava do contexto todo e incluía a namorada também. Putz... E ela? Terei que adicioná-la também, pois vai ficar estranho. Lá estava ela no primeiro e segundo depoimento meloso e sem graça dele.

_ Fale gata! Muito bom conhecer vocês!

Enviei.

Logo depois ela respondeu dizendo que havia adorado me conhecer e que tínhamos que marcar uma farra em Belém. Nada dele.
Em 24 horas já havia entrado no meu perfil mais vezes que um semestre todo até que de noite recebi o que queria.

_ Fale meu chapa. Realmente foi muito bom!

Vibrei e respondi na mesma hora.

_ Temos que marcar uma farra qualquer dia.

Recebi quase em tempo real:

_ Só dizer quando e onde...

Meu Deus ele tava on line!!!

_ Qual é a boa de hoje?

_ Hoje vou ficar por casa mesmo. No máximo saia pra lanchar com a Claudinha. E você?

_ Até agora nada marcado.

Foi quando percebi que ele estava apagando o que eu escrevia e no meu perfil também apagava os seus recados depois que eu lia.
Levo um susto quando de repente surge na minha tela um convite de MSN. Era ele. Aceito na hora. Meu coração dispara.

_ Fale rapaz! Quer dizer que ta de bobeira hoje?

_ Pois é...

_ Quer dar uma volta conosco?

_ Conosco quem?

_ Sim... Comigo e Claudinha.

Broxei.

_ Hum... Melhor não.

_ Por que não? Ela adorou você!

_ Ahan... Legal! Mas melhor não!

_ Você quem sabe.

Dali em diante percebi que ele tava puxando o maior papo mas não tocava em nada do que havia acontecido. Como se eu fosse realmente o seu “mais novo melhor amigo”. Nada de sacanagem. Nem sombra. Me desanimei um pouco mas levei adiante. Afinal, ganhar mais um amigo não é de tão ruim. Me empolguei um pouco quando do nada ele digitou seus dois números de telefone e pediu os meus. Dei na hora e nos despedimos.
Pra não ficar enlouquecendo com a situação resolvi ligar pra uns amigos e dar uma volta.


Fomos a um PUB chamado “Cosa Nostra” que na terça feira tinha uma cantora local dando show. Como cantava bem! Uma loira de cabelos que batiam na cintura. Meio hipe, muito bonita. Com voz grave. Tomei umas doses e me diverti. Senti meu celular vibrar e levei um susto ao ver que era ele. Atendi no meio do barulho e o ouvia perguntar onde eu estava. Respondi aos berros na esperança dele entender. Entendeu.
Depois da mais longa meia hora da minha vida, o vejo entrar pela porta. Lembro exatamente da musica que a cantora entoava nesse momento:

“O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes”

Camiseta amarela da Opera Rock, jeans lavado um pouco rasgado e tênis Nike branco e prata. Lindo! Com um sorriso mais lindo ainda. Veio em minha direção e me deu um abraço apertado. Nossa... Ele usava “CK one”. Muito cheiroso. O mesmo abraço ganhei da Claudia, que juro, nem havia notado a presença até então. Broxei parte 2.
Apresentei o casal para meus amigos e logo formamos um grupo muito animado.

Como urubus sobrevoando a carniça, meus amigos logo me puxaram perguntado quem era o bofe, de onde conhecia se era “Banco Bamerindus” (Vocês lembram daquela propaganda... Bamerindus é gente que faz?... pois é!). Mandei todos tirarem o cavalo da chuva que o rapaz era hetero e amava a namorada. Ele não era “gente que faz”.
Lógico que depois de meia hora meus amigos já haviam percebido que nossos olhares eram dengosos demais. E que toda vez que eu ia dar uma volta no local Kadu ficava me seguindo com os olhos, impaciente. E lógico que perceberam que eu já havia percebido tal inquietação dele e que não sossegava de propósito.
Depois de mais umas rodadas meus amigos começaram a bater papo com Claudia. Talvez para nos deixar mais “livres”. Kadu já aparentava uma leve embriaguez. Falava com os lábios cada vez mais próximos do meu rosto. De meus ouvidos. Roçava a barba, levemente por fazer, no meu rosto sempre que terminava o que dizia. Olhávamos fundo nos olhos um do outro. Sempre com um sorriso cínico de canto de boca. Estávamos no maior flerte.

Fui ao banheiro eliminar um pouco do álcool e quando saio do reservado o vejo no mictório bem ao lado da porta. Tinha mais um cara ali que estava esperando a vez e que logo o fez após minha saída. Quando ouvi a porta trancando fui à direção de Kadu. Segurei com um de meus braços a porta de entrada ao seu lado e por trás dele dei uma encoxada. Passei minha única mão livre por dentro de sua blusa. Apertei seu peito. Apertei o bico de leve. Fui descendo pela barriga até encontrar sua pica já meia bomba ainda gotejando. Dei uma balançada, uma amassada, uma esfolada, enquanto mordia sua orelha e beijava seu cangote. Ele delirava, gemeu todo arrepiado. Senti a porta forçando pra alguém entrar e antes de liberar a entrada e sair, dei uma apalpada em sua bunda. Que bunda!
Ele saiu do banheiro logo depois, todo suado. Foi em direção a Claudinha e logo depois se despediram.

No dia seguinte ele me ligou às 22h. Batemos o maior papo, sem tocar no assunto de sexo... No outro dia a mesma coisa. No outro recebi só um toque. Retornei.

_ Desculpe... É que meu plano é controle e gastei a cota do mês todo com você.

Fiquei ridiculamente feliz.

_ Sem problemas! Você tem numero fixo? Falo a vontade pra fixo.

_ Te dou um toque daqui a pouco!

_ Beleza!

Depois de um tempo recebo o toque de um numero fixo e retorno.
Ficamos conversando por 3 horas os mais variados assuntos... Decidi ver no que daria e comecei a apimentar as coisas:

_ Pois é... Cara... Ta ficando tarde e ta na hora da minha punheta antes de dormir!

Um breve silêncio.

_ Kadu? Ainda está aí?

_ To sim. Beleza então! Depois nos falamos!

Porra! Espantei o cara! Mas tava com sono mesmo!

_ Beleza então! Depois nos falamos! Manda um abraço pra Claudinha!

Depois de 5 minutos meu celular novamente recebe um toque, só que do celular dele.
Liguei pro fixo e ele não atendeu. Liguei pro celular.

_ Fale!

_ Atende teu fixo.

_ Eu não tenho fixo. Só celular.

_ E o numero que estávamos falando!

_ É do orelhão do outro lado da rua.

_ Você é maluco? Estávamos falando esse tempo todo com você no orelhão? Na rua? Podia ser perigoso!

_ Vale a pena!

Ridiculamente feliz parte 2.

_ Posso te pedir uma coisa, mas não leva na maldade?

Respondi positivamente.

_ Me manda por mensagem o que você faria comigo se estivesse aí com você...

_ Não posso falar agora o que eu faria?

Ele todo sem graça responde gaguejando.

_ Cara, escreve e me manda, por favor?

_Ok!

_Tchau!

_ Tchau!

Odeio SMS, mas em tempo recorde escrevi.

“Queria muito vc aki pra sentir teu cheiro d novo! Queria brincar com esse cuzinho rosa q n sai da minha cabeça. Ia chupar ele todo! Meter a língua e os dedos até ele implorar por minha rola dura!”

Nem reli e mandei. Confesso que achei bem baixo! Mas tava morrendo de tesão na situação! Não me respondeu! Resolvi bater uma em sua homenagem e depois dormir!

O lance das mensagens se repetiu no decorrer da semana. Sempre a pedido dele. Mas não passava disso! Já tava enjoando da situação, pois percebi que estava ficando meio apaixonado. E na fase que estava vivendo não queria uma nova relação... Muito menos com um cara comprometido e hetero! E isso me incomodou! Resolvi ir cortando o mal pela raiz. Esse negócio de ficar só de papo e nada de ação não é comigo! Não o atendia mais, não respondia suas mensagens e muito menos os depoimentos "apague depois de ler" que ele me enviava no orkut.
Nesse período desencanei e fiquei na galinhagem, na farra. Foi aí que reencontrei Marcela, minha amiga de infância, e seu irmão... Meu Xará Gabriel... Mas essa estória vocês podem conhecer no conto: Topo tudo por um hetero parte 1 e 2.

Chegou carnaval e fui conhecer Vigia. (Conto: Carnaval: Surfei no meio dos heteros.) Vi Kadu de longe junto com a Claudia. Ele de Pedrita, ela de Bam Bam! Meu coração bateu forte, mas decidi não ir falar com eles! No meio da folia dei de cara com ele já no bloco só de homens. Ele me puxou e perguntou com uma cara de menino decepcionado:

_ Qual foi a tua? Não entendi! Sacaneou legal!

_ Cara, acredite. Tava sacaneando era comigo mesmo e resolvi parar!

_ Como assim? O que fiz de errado pra você fingir que eu não existo! Pensei que fossemos amigos...

_ Exatamente por isso Velho! Não tava te vendo como amigo! E isso tava doendo! Resolvi parar antes que me ferisse!

_ E pra isso preferiu me ferir?

Fiquei meio mal com o que ele falou e sem palavras também! Ele lamentou com a cabeça. Pra sair daquele clima fúnebre brinquei...

_ Onde é a ferida? Que estudei pra isso... (Tava vestido de enfermeira).

Ele riu meio sem graça.
Ainda me esforçando pra mudar o quadro o puxei e dei um abraço forte. Meu pau ficou duro. O dele também. Ele logo se saiu e se despediu.
Fiquei meio mal e isso me fez beber mais e mais... O resto do carnaval ta lá no outro conto...

Passou-se o tempo, nunca mais nos falamos. Chegou a Semana Santa. E lá fomos nós: Jonas, Pat e eu pra nossa ilha do amor. Algodoal.

Dessa vez alugamos uma casa muito bem localizada, na transversal da rua principal, a três passos do bar Kakuri, que concentrava o povo até o amanhecer. Estávamos no meio do fervor! Iríamos dividir a casa com uns amigos da academia do Jonas.
Uma casa de sala, cozinha, dois quartos sendo uma suíte e varanda. Um quarto pra cada grupo e o restante da casa era uso comum. Ficamos com a suíte, pois acharam que 2 viados e 1 mulher juntos precisavam de quarto com banheiro mais que tudo na vida! E é verdade mesmo! Chegamos primeiro, o resto do povo chegaria de noite. Larguei minhas coisas no quarto e ganhei a rua. Saí na esperança secreta de encontrar Kadu. Nada!

Voltei pra casa triste, tentando tira-lo da cabeça, disposto a tomar banho, me arrumar, me embebedar e viver novas aventuras.

_ É até melhor assim.

Falei pra mim mesmo.

Depois de dois banhos, um no chuveiro e outro de loção hidratante, vesti uma sunga rosa, bermuda branca com listras pretas, havaianas brancas e um cordão de palha com pingente de sementes. Sem camisa. Tava feito o visual!
Ouvi vozes dos novos moradores da casa e risadas altas. Saí do quarto com a curiosidade matando. Adivinhem?
Lá estava ele. Lindo. Só de bermudão, sandálias no bolso e a mochila nas costas. Ela, linda também, que rapidamente pulou em mim dando um abraço saudoso seguido de um grito:

_ Não acredito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Jonas... Como você não fala que é o Gabriel que viria!

Jonas com a cara mais atriz do mundo fala:

_Ai, esqueci que vocês se conheciam! To ficando velho mesmo!

Kadu veio em seguida e me deu um abraço de macho, dando tapinhas nas costas. Aquele perfume de novo! Aquele peito!
Fiquei tão sem reação que montei um sorriso forçado que não saiu da boca. Depois de um tempinho voltei pro quarto tentando me controlar. E descansar o músculo da boca já doído do sorriso forçado. Não estava esperando por aquilo. Jonas filho da puta!!!
Respirei fundo. Convoquei Fernanda Montenegro... Veio a Torres pois precisava de uma atuação leve e despretensiosa, com ares de comédia. Saí do quarto tranqüilo com textos decorados.

_ Poxa, gente. Quanto tempo! Nunca mais heim!

_ Pois é. Não podemos nos afastar assim né! Ficar amiguinhos de Algodoal só não né!

Respondeu Claudia.

Fizemos uma macarronada de salsicha na cozinha, comemos. Deixei um prato guardado no forno, pois sabia que chegaria com a “lárica” gritando! Fomos pra rua! Todos juntos! Estávamos um grupo bem animado. Todos bebendo Vodka e Kadu já estava me tratando melhor, mas sem me dar muita bola. Claudia com um enorme interesse em saber tudo que tinha se passado na minha vida desde a ultima vez que nos vimos naquele PUB. Ficamos no maior papo e confesso que ela sempre me pareceu uma menina maravilhosa. Na quarta dose já a via como uma melhor amiga de infância que o maléfico tempo forçadamente afastou de mim. Entendi o fato dele não largar dela. Só tremi na base quando ela me revela a grande surpresa:

_ Olha!

Balançando o anel de noivado.

_ To noiva! Vamos nos casar em Julho!

Fiquei chocado! Com a situação e com o fato de ainda existir alguém que dê anel de noivado!

_ Pa.. p.. paa.. parabéns!

Dei um abraço nela e ao mesmo tempo por suas costas fuzilei Kadu com o olhar! As balas foram tão certeiras que na mesma hora ele me olhou como que sentindo meus tiros. Sorriu com cara desentendida.
Fui em sua direção e o abracei.

_ Parabéns! Já sei que vão se casar! Sejam felizes!

Juro que fui sincero! Naquele momento fui mesmo!
Ele ficou sem graça e retribuiu com um VALEU mais sem graça ainda.

Deus é Pai. Tanto que na hora mandou uma bóia pra me salvar naquele naufrágio.
Um amigo meu que não falava há tempos me reconhece e vem me abraçar.

_ CARACA!! Quanto tempo Gabriel!!!

_ Fale Pedro! Nossa... Por onde você se enfiou?

Contou-me que pegou sua mochila e se jogou na estrada, conheceu toda a América do Sul através de caronas, amizades aventureiras e lógico, muita sacanagem. Rapidamente me apresentou dois amigos que o acompanhavam. Ambos argentinos, irmãos e gays. Encantei-me na hora com o mais baixinho e senti umas faíscas de ambos os lados, mas rapidamente a frase: “Pablo... Meu namorado” saindo da boca do Pedro em direção a ele me fez acordar do transe.

_ ... E esse é o irmão dele, Martin.

Muito bonito também, mas não tinha a cara de safado do irmão Pablo.

_ Prazer Martin!

_ És todo meu Gabriel!

Com um sotaque fortíssimo que achei uma gracinha. (Ok, realmente eu não valho nada!) Dei uma risada que despertou sua curiosidade.

_ Que se passa?

_ O que você falou! “És todo meu”... Significa que sou todo seu... E acabamos de nos conhecer! Você nem me pagou um jantar!

Ele riu!

Martin engatou um papo super agradável comigo e quando começamos a falar de música nos identificamos. Ele amava musica brasileira e era fã de Maria Bethânia. O que me fez querer casar com ele ali mesmo para ouvirmos Bethânia até que a morte nos separasse!Cantarolamos trechos do CD ”Brasileirinho” e descobrimos que nossas preferidas eram as mesmas. Isolados no mundo Bethânico nem percebi que Kadu estava impaciente. O flerte ali estava escancarado e ele não gostou nada disso. Se meteu no meio da nossa conversa falando coisas totalmente sem nexo como:

_ Nossa... Acho que vai chover heim!

Agi rapidamente convidando Martin pra dar uma volta comigo. Me despedi do pessoal e fomos em direção a outro bar, o Lua Cheia. No caminho fui logo indagado:

_Aquele rapaz é se ex ou algo assim?

_Não... Meu ex é o baixinho...

_O outro não rola nada?

_ Não. Aquela moça bonita é noiva dele!

_ Hum... Entendi. Não precisa falar mais nada.

Argentino esperto! Sorrimos! Já tinha seus 37 anos. Corpo em forma. Com uma tatuagem da língua dos Rolling Stones no braço direito. Olhos verdes, cabelos loiros desgrenhados, nariz grande que compunha traços fortes, interessantes, bonitos! Ele era bem gostoso. Da minha altura.
Chegamos no bar, que estava lotado, uma banda de raggae fazia a festa. Batemos mais papo, dançamos, flertamos, bebemos, fumamos uns "caretas”, fumamos um “Bob Marley”, rimos. O cara era uma excelente companhia. Porém, minha cabeça estava no mais novo noivo da ilha. Não ia conseguir rolar nada com ele. Ele nem merecia estar sendo usado! Me deixou em casa, trocamos telefone e disse:

_ Cara, gostei muito de te conhecer!

_ Mas??????

_ Mas nada uai...

Ele riu...

_ Sério, gostei muito! Espero que possamos sair alguma vez por Belém antes de você ir embora.

_ Também gostei muito de te conhecer. E espero sair com você ainda aqui nesta semana. Sem seu amigo!

_ Mas meu amigo não estava conosco né!

_ Fisicamente no! Pero... Em tu cabeça!

Sorriu e foi embora. Argentino esperto parte 2!

Já eram 4 da manhã. Jonas e Pat dormiam na cama de casal do quarto que estava muito calor! Tomei um banho, peguei minha rede e atei na varanda. Dormi imediatamente. Não sei quanto tempo se passou e fui acordado por Kadu!

_ Onde você estava! Te procurei pela praia inteira, embaixo de tudo que é palafita ou lugar escuro!

Meio me recuperando do susto do despertar reparei que ele estava todo suado e com a respiração cansada.

_ Transastes com o gringo?

_ Ei, ta ficando doido?

_ Me fala! Não consegui achar vocês, mas se tivesse achado...

_ Ia fazer o que? Ta ficando maluco Kadu! Nem tô acredITANDO NISSO! TE ENXERGA PORRA!

_ Fala baixo!

_ Desculpe. Ta louco? Você vai casar doido! Lembra? Falando nisso... Cadê ela?

_ Capotou 2 da manhã. Não é forte pra bebida. Você já deve saber disso!

_ E desde então você ta me caçando?

Silêncio total...

_ Só por curiosidade... Se você tivesse me achado fodendo com o Gringo por algum canto o que tu farias?

_ Não pensei nisso, nem quero pensar!

_ Você só pode estar viajando! Entra e vai tomar um banho. Estais imundo!

Ele foi! Fiquei na rede tentando entender tudo... Que merda é essa!
Depois de 20 minutos ele reaparece. Lindo, cheiroso, só de cuecas samba canção azul claro. Trancou a porta com a chave pro lado de fora e veio em minha direção.

_ Posso deitar com você?

_ Fumou, cheirou? A Claudia pode vir procurar você!

_Só eu tenho a chave! Ela não poderá sair.

_ O Jonas tem a chave!

_ Eu sei. Não me importo!

Disse já deitando na minha rede, fazendo-me arredar.
Ficamos lado-a-lado em silêncio. Naquele breu total em que não se via quase nada perguntei:

_ O que está acontecendo?

Respondeu com uma pergunta:

_ O que você sente por mim?

Fiquei calado por um tempo...

_ Não sei dizer o que sinto! Você mexeu muito comigo! Confundiu minha cabeça. O que rolou aqui daquela vez devia ter morrido aqui. Mais uma aventura de Algodoal. Não tem pra onde ir. Nem deve ir! Matei tua curiosidade! Era isso...

_ Era isso?

Me cortou meio indignado!

_ Não era?

A resposta veio com um beijo na boca. Um beijo que até me assustou de tão impusivo!
Aí... fudeu!

Começamos a nos beijar freneticamente. Ele chupava minha língua de uma maneira violenta, como se quisesse arranca-la pra guardar consigo. Minhas mãos já percorriam toda sua costa, braços. Não demorei pra meter a mão por dentro da cueca e pegar sua pica. Toda molhada. Comecei a punhetá-lo alternando entre forte e bem lento, massageando sua glande! Nossas línguas ainda esgrimando. Tentávamos controlar nossos gemidos intensos. Ele permanecia com as mãos arranhando minhas costas.
Não estava agüentando mais e busquei sua bunda. Só em toca-la ele arrepiou-se todo! Apertei as nádegas, dei tapas e as afastei, passando o dedo no cuzinho. Ele gemeu alto e mordeu meu lábio inferior. O que me causou dor. Pra me vingar meti o dedo de uma vez só. Sem avisar. Ele puxou meus cabelos e me mordeu com mais força, agora na bochecha esquerda. Percebi suas lagrimas de dor encontrarem rota em meu rosto. O beijei novamente com carinho, mas não retirei o dedo, o deixei quieto. O beijei muito, por todo rosto. Lambi seu choro. Sua mão foi de encontro ao seu carrasco. Apalpou meu pau duro que nem aço. Com as veias pulando. Pedindo pra serem agasalhadas, mastigadas...
Ele saiu da rede rapidamente, se ajoelhou no chão arriando minha cueca, abocanhando meu nervo. Puxei a ponta da rede para cobrir sua cabeça. Formando uma “cabaninha”. Pois quem passava na rua, apesar de escura, perceberia o que estava rolando ali.
O rapaz só podia andar treinando, pois chupou meu pau com novos recursos que não faziam parte do seu repertório. Chupava com muita vontade, lambia bem a ponta da glande enquanto fazia carinho no meu saco. Eu me contorcia todo! Todo arrepiado. Pela primeira vez ele se concentrou no meu saco. Chupava minhas bolas. Desceu a língua e achou meu cu. Lambeu.
Deixei ele brincar com meu cu. Aquilo me excitou muito! Ele me masturbava o pau com a língua cravada no meu rego! Pedi pra ele parar se não iria gozar ali mesmo! Ele parou! Me beijou a boca deitando-se novamente por cima de mim. Agora eram nossas picas que esgrimavam. Não sei por quanto tempo ficamos ali, nos esfregando. Não paramos de nos beijar. Acho que nunca fiquei tanto tempo beijando uma pessoa. Nossas línguas e nossos paus não queriam se separar. O barulho de um pessoal passando na rua nos despertou do transe.
Se levantou me dando a mão, para que o acompanhasse. Me deu um puxão da rede entramos em casa. Passamos pelos quartos e ele conferiu o estado da noiva, que estava morta na cama... Fomos para a área dos fundos e nos beijamos. Olhei em volta e percebi que lá não iríamos ser incomodados!
Rapidamente ele puxou a toalha plástica de mesa que estava pendurada no varal e forrou um canto de chão. Passou na minha cabeça se um dia saberíamos o que é uma cama ou um simples colchão! Nos deitamos ali. Ele estava conduzindo toda a situação. Me dava ordens. Me lambia por todo corpo. Fiquei sem fazer nada. Só recebendo suas carícias e sempre olhando fundo nos seus olhos. Porém, quando ele veio no meu ouvido falando baixinho, tudo mudou...

_ Me come!

Era tudo que queria ouvir!

Trocamos de posição, só que o coloquei de costas pra mim. Como era linda aquela bunda. Uma banda de maçã. Então nada mais lógico que tirar um pedaço! Vários pedaços. Não sei de Freud explica minha mania de morder. Talvez tenha sido um cão em outra encarnação. Se bem que naquele momento eu estava mesmo um legítimo cachorro. Só que esse cão macho entrava no cio! Mordi muito aquelas nádegas. Ele me pediu:

_ Porra, não me deixa marca!

Tarde demais, a bunda dele tava um queijo suíço!

_ Ok, não esquenta que não vou deixar! (Cachorro)

Separei suas nádegas, como ele era cheiroso. Seu cu lindo, cor de rosa. Caí de boca. Ele se tremia todo. Me chamava de puto! Tava bem saidinho! Fiquei um bom tempo dando trato naquele botão que não parava de piscar. O puxei pelas nádegas o deixando de quatro. Que nem cachorrinho. Por entre suas pernas peguei sua pica, meia bomba, toda melada. Melei as mãos e esfregava no seu cu. Lubrificando bem para meu dois dedo penetra-lo bem fundo. Me deitei entre suas pernas e abocanhei seu pau com mais um dedo cravado. Acelerei as dedadas e a chupada! Ele gemia alto e dizia:

_ Aaai caralho!! Seu puto... Caralho... Caralho...

Não sei explicar, mas a forma com que ele dizia essa frase repetidamente era maravilhosa... Um jeito másculo, ao mesmo tempo dengoso. Até hoje quando escuto a palavra “caralho” imediatamente vem a entonação dele na minha cabeça... Ficou automático!
Depois de muitos caralhos ditos, lambidos e sentidos estava faltando os metidos... Tava louco pra meter nele. Ele retira do bolso se sua samba canção o preservativo. Me protejo. Me posiciono. Coloco só a cabecinha. Vejo sua bunda se arrepiar toda. Ficar toda empoladinha. Coloquei aos poucos, com bastante carinho para não machuca-lo. Quando enfiei até o fim rapidamente tirei toda. Colocava só a cabeça, tirava toda... Essa brincadeira o fez pirar de tesão! Novamente coloquei até encostar a base em sua bunda, tirava toda... Via seu buraquinho ir fechando todinho e entrava de novo, tirava e via novamente ele se fechando! Nossa... Que visão maravilhosa! De rosinha aquele cuzinho tava ficando vermelho! Meti a língua de novo e sentia o gosto da camisinha. Dei uma boa cuspida e entrei com força, numa estocada só!

_ Esse é o puto que conheço! Que arrombou minhas pregas...

O comentário cafajeste despertou meu lado puto! Comecei a bombar naquele rabo. Levantei uma de minhas pernas apoiando-a no pé e com a outra ainda de joelhos conseguia enfiar melhor ainda naquele rabo ainda de quatro.

_Abri essa bunda pra mim...

E ele abria com uma de suas mãos e eu o ajudava abrindo a outra banda. Ganhei mais espaço pra meter cada vez mais livre, mais forte, mais fundo. Puxava suas ancas com força. Prendia colada em mim e tentava meter mais ainda o que já estava metido. Eu rebolava minha pica pra que ela visitasse todos os cômodos daquela casinha. Ele gemia desesperadamente. Parecia que teria um ataque. Tirei de uma vez. Voltei a me ajoelhar e o posicionei de ladinho. Coloquei uma de suas pernas em meu ombro e a outra no meio de minhas pernas. Como se ele fosse uma tesoura que me cortaria ao meio e fui metendo meu pau duro. Aquela posição fazia seu cu ficar mais apertado. Uma sensação maravilhosa. Era muito gostoso! Lembrei por um estante das fodas com meu Xará e resolvi chupar meu primeiro pé! Lambia e beijava seus pés enquanto comia forte seu cuzinho. Eu também tinha novo repertório rsrsrsrs. Ele mesmo foi se virando, ficando se frango assado. Começou a se masturbar, o que fazia seu anus contrair naturalmente em meu pau. Revezava fortes estocadas com outras bem lentas, sempre nos olhando no fundo dos olhos. Deitei-me sobre ele e o beijei na boca. Anunciei meu gozo! Não dava mais pra controlar. Ele aumentou o ritmo da sua punheta, não dava mais pra esperar e gozei. Ele veio logo depois, com minha pica ainda latejando dentro dele. Deitei sobre sua barriga toda melada. Seu gozo era o recheio daquele biscoito. Nos beijamos.
Ele quebrou o silêncio.

_ Cara... Você me deixa louco!

_ Ia dizer a mesma coisa!

Dormimos lá mesmo e acordamos com os primeiros raios de sol. Tomamos banho cada um no seu banheiro e dividimos meu prato requentado de macarronada.
No restante dos dias em Algodoal aproveitávamos todas as oportunidades para nos agarrar pelos cantos. Graças a Claudinha que adorava, mas não sabia beber. Logo capotava nos deixando livre!
Essa estória tem mais uma parte que contarei depois. Afinal de contas, não ia deixar Kadu se casar sem uma despedida de solteiro...

Um comentário:

  1. Caralho!

    Muito bom, melhor ótimo conto!

    Gatão vc é demais! Parecia que eu via as cenas acontecendo com a sua peculiar forma de descrição. Poderia ser com certeza um escritor, jornalista e POETA.

    Sensacional!!!!

    Cada conto melhor do que outro. E ele é paraense oh terrinha boa que gosto e amo tanto pq aí é o PARAíso!

    Bjão na boca Gatão!

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