terça-feira, 26 de julho de 2011

BEYONCÉ FALA SOBRE FÃS GAYS EM ENTREVISTA PARA O SITE PRIDE SOURCE


Beyoncé concedeu uma entrevista exclusiva ao site gay Pride Source e falou um pouco sobre seus fãs gays e sobre seus novos projetos, “4″ e “A Star is Born”. Confira a entrevista abaixo:
De acordo com você, as meninas dominam o mundo. Mas o que você acha da ideia da união entre gays e garotas para comandarem o mundo juntos?
Bem, foi o que eu quis dizer quando disse “Girls”! (risos)
Claro, podemos todos ser como um!
Sim, exatamente. Somos todos um!
Você conhece pessoas gays o suficiente para que pudéssemos comandar o mundo?
Absolutamente. Eu acho que já está acontecendo. Lembro quando amigos me contaram que a faixa “Run the World (Girls)” estava bombando nos clubes e que eles (os gays) estavam enlouquecendo! Fiquei muito feliz em saber que a recepção foi positiva!
Você não fala muito sobre gays, mas você sabe que tem muitos fãs gays.
Sim, eu sei!
Quando você sentiu uma conexão real com seus fãs gays?
Sempre tive esta conexão. A maioria do meu público, realmente, é de mulheres e gays. Já vi muitos meninos novos crescerem ouvindo a minha música. É ótimo quando acontecem os Meets & Greets (encontros com fãs nos bastidores das turnês), pois assim posso conversar e me conectar com todos. As pessoas olham para as divas da música que eu admiro, como Diana Ross e Cher e as conectam com a Sasha Fierce e essa linguagem realmente me inspira. Tenho meus estilistas e maquiadores gays e sempre coloco suas histórias e palavras em minhas canções. Um inspira o outro. Como eu disse, somos apenas um.
O que os gay te dizem quando te encontram?
Tenho tantas histórias que nem mesmo sei por onde começar! Recentemente, houve um concurso no Twitter em que as pessoas tinham que recriar as fotos de promoção do meu novo álbum. Só de ver alguns meninos que “montaram-se”, – assim como meu estilista também se montou de Sasha Fierce em Single Ladies no Halloween e outros que se vestem com a luva e o maiô, – me faz sentir com o trabalho feito. Saber que as pessoas são confiantes o suficiente para fazer o que querem e que eu posso ser a sua fonte de inspiração (risos) é uma benção para mim. Estou muito orgulhosa disso.
Sim, você inspirou um monte de drag queens por aí. Qual a dica que você pode dar a elas para ser uma “Beyoncé” melhor?
Tenho vários visuais diferentes, então, encontre o que fica melhor para sua silhueta e seu rosto. Eu já tive todos os tipos de cabelo e estilo, então sei que há coisas que funcionam para mim e há coisas que não.
Em seu próximo filme, “A Star is Born”, você reviverá o papel que foi de Barbra Streisand e Judy Garland, dois ícones para o público gay. Como você se sente sabendo disso? É intimidante?
É um pouco intimidante, tenho que dizer. Sinto-me um pouco sobrecarregada e ainda estou em choque (risos). Mas o estúdio e Clint Eastwood (o diretor) acreditam em mim. Tenho sido muito seletiva e trabalhei e me esforcei duramente, já fiz todo tipo de filme, de comédias ao drama, incluindo o papel de Etta James em Cadillac Records, quis ter certeza de que estava pronta. Acredito que, neste momento, estou pronta e fui disciplinada, me cerquei por vários atores bons. Espero que esta experiência seja tão boa quanto eu sinto que vai ser.
Eu lembro de crescer assistindo Barbra Streisand, sabendo que ela representou aquela geração de estrelas. Sendo uma mulher negra, sinto-me muito honrada em interpretar um papel que já foi dela. Estimo isso e, por isso, me esforçarei bastante para ter certeza que farei um bom papel. Este é o trabalho mais difícil que já peguei.
No ano passado, em entrevista ao “E!”, Lady Gaga disse “Estou muito ansiosa para trabalhar com Beyoncé novamente, pois nós duas gostamos de mulheres.” O que ela quis dizer com isso?
(Risos) Bem… tudo que faço é sobre as mulheres trabalhando juntas, apoiando e aprendendo umas com as outras. Às vezes sinto que as mulheres tem uma má reputação, como se todas nós fôssemos tão competitivas que não podemos nos respeitar, especialmente se estamos trabalhando ao mesmo tempo. As pessoas acham que nos mataríamos. Tudo é aprendizado, e eu respeito o talento das mulheres que trabalham juntas e as boas pessoas.
Amo a Gaga. Quer dizer, se ela não fosse uma performer ou uma cantora, apenas um ser humano, eu ainda a amaria muito. Ela é a estrela pop mais talentosa atualmente e estou muito feliz por ela. É muito inspirador ver alguém que cria seu próprio destino, suas próprias canções, aparência e coreografias, sem deixar de ser natural. Se você tirar todas as roupas exóticas, e a colocar apenas sentada em frente a um piano, ela ainda vai te emocionar. Ela é muito talentosa e merece tudo de bom. Estou muito feliz de ter trabalhado com ela, eu a amo.
“I Was Here”, canção de seu novo álbum, “4″, escrita por Diane Warren, é sobre fazer a diferença na vida das pessoas. O que você espera ter dado aos seus fãs gays ao longo destes anos?
Espero ter os dado confiança. Espero ter os dado inspiração. Quero que todos se tornem pessoas melhores. Espero que quando vejam minhas performances, sintam a minha ética e a aplique em suas vidas e que sejam confiantes e orgulhosos de quem são. Se eles são “bootylicious”, sejam orgulhosos disso. Seja orgulhoso do que você é. Neste álbum, quis fazer com que as pessoas sentissem que o amor e a bondade ainda existem. Queria correr riscos, ser eu mesma. Não me foquei em ser cool.
Isso é o que eu amo em seu novo álbum, você fez o que quis fazer. Com isso, você ensinou seus fãs gays a continuarem fiéis a si mesmos. O que você aprendeu com isso?
Se alguém é fiel e forte consigo mesmo, este alguém é o meu fã gay. A confiança e o destemor em fazer o que talvez seus pais ou a sociedade não esperam de você, ser corajoso, destemido, ser quem você é, é algo lindo. É a coisa mais bonita que você pode ser, é aquilo que você espera ser no fim do dia. Não se preocupar com o que pensarão de você, com a satisfação dos outros, ou em ser o que as pessoas querem que você seja, é como o maior sonho: ser forte.

FONTE: BEYONCENOW

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